Professora Ângela
Laboratório de Análises Clínicas

Home

hematologia

Parasitologia

Urinálise

Imunologia

Microbiologia

Bioquímica

Sites Relacionados . FHDF . SBPC

Bem vindo ao Portal de Patologia Clínica
Fotos 1
Hitachi902
Bioquímica

 

INTRODUÇÃO

No corpo sadio, os constituintes químicos estão em um delicado balanço ou equilíbrio, que é influenciado por fatores externos e internos. Mudanças na concentração de um constituinte químico usualmente vai disparar uma reação para trazer a concentração de volta ao estado normal. Por exemplo, quando os níveis de glicose no sangue aumentam após uma refeição, o pâncreas libera mais insulina para baixar a concentração da glicose aos níveis normais.

O material mais comumente utilizado para as dosagens bioquímicas é o soro, mas outros fluidos também podem ser utilizados para tais dosagens de acordo com cada caso, como por exemplo: líquido cefalorraquidiano, líquido pleural, líquido sinovial etc.


ALGUMAS SUBSTÂNCIAS TESTADAS EM BIOQUÍMICA

PROTEÍNAS

Proteínas são componentes essenciais das células e dos fluidos do corpo. Elas são formadas por cadeias de aminoácidos. Alguns aminoácidos são produzidos pelo organismo, outros devem ser fornecidos pela dieta.
As proteínas do soro são de dois grandes grupos, as albuminas e as globulinas. Albuminas compreendem aproximadamente 60% do total de proteínas séricas, globulinas cerca de 40%.
A proteína é comumente medida no soro, mas pode ser medida também na urina ou no LCR. Normalmente a proteína sérica e a albumina são dosadas em uma amostra simultaneamente e as globulinas são calculadas pela diferença: proteínas - albumina = globulina. A albumina é sintetizada no fígado. Níveis baixos de albumina (hipoalbuminemia), podem ocorrer em doenças hepáticas, desnutrição, perda de proteínas pela pele, rins ou gastrointestinal.

ELETRÓLITOS

O termo eletrólitos refere-se aos cátions sódio (Na+) e potássio (K+) e os ânions cloretos (Cl-) e bicarbonato. Os eletrólitos estão distribuídos desigualmente entre os espaços intracelulares (dentro das células) e extracelulares (fora das células). Em algumas doenças, o balanço eletrolítico e da água são alterados por causa da perda súbita de líquidos por vômitos, diarréias e micções excessivas. Altas concentrações de sódio são chamadas hipernatremia e baixas concentrações de sódio chamam-se hiponatremia. Altas concentrações de potássio são chamadas hipercalemia e baixas concentrações hipocalemia.

MINERAIS

CÁLCIO
O cálcio é um mineral necessário para a formação dos ossos e para a coagulação sanguinea. De todos os minerais presentes no corpo o cálcio está presente em maior quantidade. 99% do cálcio do corpo está ligado nos ossos e não são metabolicamente ativos. Somente os íons cálcio não ligados são ativos metabolicamente. Hipercalcemia é o aumento da concentração de cálcio enquanto que hipocalcemia é a diminuição dos níveis de cálcio.

FÓSFORO
A maioria do fósforo do corpo está na forma de fosfato inorgânico. Aproximadamente 80% do fósforo está presente nos ossos e o resto está principalmente em compostos de alta energia, como a adenosina tri-fosfato (ATP).

FERRO
O ferro é essencial para a síntese de hemoglobina e síntese das proteínas do heme. O ferro é absorvido de fontes componentes da dieta normal e é altamente conservado pelo corpo. No sangue o ferro é transportado pela transferrina. Os níveis de ferro variam com a idade e sexo. A deficiência de ferro pode levar à anemia.

ELEMENTOS PARA AVALIAR FUNÇÃO RENAL

CREATININA
A creatinina é um refugo da creatina fosfato, um produto que é armazenado nos músculos e usado para produzir energia. A creatinina é excretada pelo rim. Quando a função renal está prejudicada, a creatinina sanguinea aumenta.

URÉIA
Em mamíferos o excesso de aminoácidos é convertido em uréia e excretado pelo rim. A concentração de uréia é influenciada pela quantidade de proteína degradada, dieta, hormônios e função renal. Por isso a uréia não é tão bom indicador da função renal quanto a creatinina.

ÁCIDO ÚRICO
O ácido úrico é formado pela degradação dos ácidos nucléicos e é excretado pelos rins. Ele tem baixa solubilidade e tende a precipitar como cristais de ácido úrico ou uratos. O ácido úrico pode também se precipitar nos tecidos e articulações, por isso é muito comum dosar o ácido úrico quando há uma suspeita de gota.

FUNÇÃO HEPÁTICA

BILIRRUBINA TOTAL
A bilirrubina é um produto da degradação da molécula de hemoglobina, é formada pelo fígado e excretada na bile. Como os níveis de bilirrubina no soro são normalmente baixos, somente o aumento dos níveis é significativo. A concentração de bilirrubina pode estar aumentada quando há destruição excessiva de hemoglobina, como nas anemias hemolíticas, ou processamento prejudicado da bilirrubina, como na hepatite ou excreção prejudicada pelo fígado na obstrução biliar.

FOSFATASE ALCALINA
É amplamente distribuída no corpo, incluindo os ossos e dutos do fígado.

ALANINA AMINOTRANSFERASE (ALT)
Foi antigamente designada transaminase glutâmico pirúvica (TGP). Os níveis são baixos no tecido cardíaco e altos no tecido hepático. Essa enzima mostra-se aumentada em doenças hepáticas.

ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST)
Foi antigamente designada transaminase glutâmico oxalacética (TGO). Está presente em muitos tecidos, principalmente no muscular cardíaco e hepático. Está aumentada no infarto bem como nas doenças hepáticas.

GAMA GLUTAMIL TRANSFERASE (GAMA GT)
É encontrada nos rins, pâncreas, fígado e tecido prostático.

LACTATO DESIDROGENASE (LDH)
É amplamente distribuída nos tecidos. O nível de LHD aumenta no sangue em conseqüência de doença hepática e infarto do miocárdio. A hemólise de uma amostra de sangue irá mostrar aumento de LDH, porque as hemácias liberam LDH.

FUNÇÃO CARDÍACA

CREATINA QUINASE (CK ou CPK)
É uma enzima usada para ajudar no diagnóstico de infarto. A CK está presente em grandes quantidades nos músculos e no cérebro, mas em pequenas quantidades nos rins e fígado. Logo após um infarto, a CK é liberada do tecido cardíaco lesado. O pico de CK no soro ocorre em 24 horas, alcançando 5 a 8 vezes o limite superior normal e cai rapidamente a níveis normais em 3 a 4 dias. Os níveis de CK também aumentam após lesão muscular esquelética e lesões cerebrais.

METABOLISMO LIPÍDICO

Os lipídeos são sintetizados no organismo a partir de gorduras e óleos da dieta, que são quebradas e reagrupadas. Os lipídeos mais comumente dosados são o colesterol e os triglicerídeos.

COLESTEROL
O colesterol está presente em todos os tecidos e a concentração sérica tende a aumentar com a idade. Níveis elevados de colesterol podem aumentar o risco de doença coronariana. Atualmente é recomendado que os níveis de colesterol sejam mantidos abaixo de 200mg/dl.

TRIGLICERÍDEOS
Os triglicerídeos são a principal forma de armazenamento de lipídeos no homem, alcançando cerca de 95% do tecido adiposo. Hiperlipidemia é a condição na qual o sangue tem um alto nível de triglicerídeos.

METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS

GLICOSE
O metabolismo da glicose é regulado pela insulina, que é produzida no pâncreas. Também é influenciado por outros hormônios, como o hormônio do crescimento, glucagon e cortisol.

Aumento nos níveis de glicose são chamados de hiperglicemia e a diminuição desses níveis é chamada de hipoglicemia. A glicose é o principal carboidrato do sangue. É usada para fornecer energia às células do corpo. O excesso de carboidratos é armazenado como reserva de energia.


LEI DE LAMBERT BEER


Lei de Beer é uma relação matemática que forma a base da análise espectrofotométrica e mostra que a absorbância de uma solução é diretamente proporcional à concentração.


ESPECTROFOTÔMETRO
É um aparelho usado para determinar a concentração de soluções coloridas. Esta determinação é feita por passar um feixe de luz através de uma solução.
Uma fonte de luz fornece um feixe de luz que passa por um prisma que dispersa a luz em um espectro. A luz, agora monocromática passa por uma fenda e atravessa o tubo contendo a reação (colorida). Uma porção de luz é absorvida e outra passa pela solução. A luz que passa pela solução é detectada pela célula fotoelétrica, que converte em corrente elétrica a qual é registrada por um galvanômetro.

Esquema representativo do funcionamento do espectrofotômetro


 
 
   

 

Voltar

 

Home | Pagina 2 | Pagina 3 | Pagina 4 | Pagina 5 | Pagina 6 | Pagina 7

© Copyright 2003 .:: Desenvolvido ::. por Adriana Vieira - Melhor Visualização em 800x600
On-line desde: 10/03/2003.