NOÇÕES GERAIS SOBRE
O DIABETES
O diabetes mellitus, popularmente conhecida apenas
por DIABETES, é um distúrbio do metabolismo
que afeta primeiramente os açúcares
(glicose e outros), mas que também tem repercussões
importantes sobre o metabolismo das gorduras (lípides)
e das proteínas. Muita gente pensa que o
diabetes é uma doença simples e benigna,
um probleminha banal de "açúcar
alto no sangue". Na verdade, infelizmente não
é bem assim. O diabetes é uma disfunção
que, se não tratada e bem controlada, acaba
produzindo, com o correr do tempo, lesões
graves e potencialmente fatais, como o infarto do
miocárdio, derrame cerebral, cegueira, impotência,
nefropatia, úlcera nas pernas e até
amputações de membros. Por outro lado,
quando bem tratado e bem controlado,m todas essas
complicações crônicas podem
ser evitadas e o paciente diabético pode
ter uma vida perfeitamente normal. Recentemente,
foi conclúido um grande estudo, nos Estados
Unidos, o qual demonstrou que o Controle adequado
do diabetes é, realmente, o único
caminho para se evitar as complicações
mencionadas. Essa foi a conclusão do Diabetes
Control and Complications Trial - D.C..C..T.
Diabetes Tipo 1
No diabetes tipo 1, ou insulino-dependente, as
células do pâncreas que normalmente
produzem insulina, foram destruídas.
Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas,
o corpo não consegue absorver a glicose do
sangue; as células começam a "passar
fome" e o nível de glicose no sangue
fica constantemente alto. A solução
é injetar insulina subcutânea (embaixo
da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue.
Ainda não é possível produzir
uma forma de insulina que possa ser administrada
oralmente já que a insulina é degradada,
no estômago, em uma forma inativa.
Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não
existe maneira de "reviver" as células
produtoras de insulina do pâncreas. O transplante
de uma pâncreas sadio ou, apenas, o transplante
de células produtoras de insulina de um pâncreas
sadio já foram tentados, mas ainda são
considerados em estágio experimental. Portanto,
a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda
são necessários por toda a vida de
um diabético.
Não se sabe o que causa a destruição
das células produtoras de insulina do pâncreas
ou o porquê do Diabetes aparecer em certas
pessoas ou em outras. Fatores hereditários
parecem ter o um papel importante, mas o distúrbio,
praticamente, nunca é diretamente herdado.
Os diabéticos ou as pessoas com Diabetes
na família, não devem ter restrições
quanto à ter filhos.
Diabetes Tipo 2
Embora não se saiba o que causa o Diabetes
Tipo 2, sabe-se que neste caso, o fator hereditário
tem uma importância bem maior do que no Diabetes
Tipo 1. Também existe uma conexão
entre a obesidade e o Diabetes Tipo 2; embora a
obesidade não leve, necessariamente ao Diabetes.
O Diabetes Tipo 2 é um distúrbio comum,
afetando 5 - 10 % da população.
Todos os diabéticos tipo 2 produzem insulina
quando diagnosticados e, a maioria, continuará
produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O
principal motivo que faz com que os níveis
de glicose no sangue permaneçam altos está
na incapacidade das células musculares e
adiposas de usarem toda a insulina secretada pelo
pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente
no sangue é aproveitado por estas células.
Esta ação reduzida de insulina é
chamada de "resistência insulínica".
Os sintomas do diabetes tipo 2 são menos
pronunciados e esta é a razão para
considerar este tipo de diabetes mais "brando"
que o Tipo 1. O Diabetes Tipo 2 deve ser levado
a sério, embora seus sintomas possam permanecer
desapercebidos por muito tempo, uma vez que pode
por em sério risco a saúde do indivíduo.
Sinais da diabetes
Uma pessoa com Diabetes Mellitus não tratada
apresenta os sinais da hiperglicemia que nada mais
é do que a tentativa do organismo em eliminar
esse excesso de glicose. Esta condição
produz muitos sintomas. Os mais frequentes são:
Aumento do volume de urina (poliúria); sede
(polidipsia); fadiga, fraqueza; perda de peso; aumento
do apetite (polifagia);
Algumas vezes os sintomas são tão
discretos que o indivíduo pode ficar por
anos sem perceber estas alterações.
Por isso que o diagnóstico de diabetes frequentemente
é feito através de exames de rotina,
sem que houvesse uma suspeita anterior da doença.
FONTE : www.dpgarcia.com
Sintomas da Hipoglicemia
Fome súbita; Fadiga; Tremores; Tontura;
Taquicardia; Suores; Pele fria, pálida, e
úmida; Visão turva ou dupla; Dor de
cabeça; Dormência nos lábios
e língua; Irritabilidade; Desorientação;
Mudança de comportamento; Convulsões;
Perda do conhecimento.
Fonte: www.dpgarda.com
Hiperglicemia
Taxas de glicose elevada. (acima de 140mg/dl em jejum
ou acima de 180mg/dl após a refeição).
Se ocorrer a hiperglicemia, significa que o Diabetes
está fora de controle e se assim permanecer
durante um período prolongado, poderá
causar circulação de sangue deficiente
implicando num risco maior de complicações
crônicas, como: problemas no coração,
cegueira, amputações de pés ou
pernas e enfermidades nos rins.
No Diabetes Tipo 1, a hiperglicemia pode conduzir
à cetoacidose, onde a taxa de glicose no sangue
geralmente está muito elevada, acima de 240mg/dl,
ocorrendo a liberação das cetonas na
corrente sanguínea e na urina. Portanto, quando
há presença de cetonas na urina, a glicemia
está extremamente alta. A cetoacidose é
uma emergência médica muito importante.
Causas:
Excesso de alimentos; Medicação insuficiente;
Doença ou infecção; Tensão
emocional; Pouco exercício físico;
Sinais / Sintomas:
Muita sede, garganta seca; Urina freqüente; Visão
turva; Muito cansaço e sonolência; Cetonúria;
Inconsciência, nos casos graves.
Tratamento:
Verificar glicemia ou glicosúria; Verificar
cetonúria, se glicemia acima de 240mg/dl;
