COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Procedimento
Origem: Projeto 01:603.07-004/1992
CEET - Comissão Especial Temporária do Meio Ambiente
CE-01:603.07 - Comissão de Estúdio de Resíduos
de Serviços de Saúde
NBR 12810 - Collection of waste from health care units - Procedire
Descriptors: Solid waste. Waste from health care unit
Válida a partir de 01.04. 1993
Palavras-chave: Resíduo sólido. Resíduo de serviço
de saúde
1 Objetivo
Esta Norma fixa os procedimentos exigíveis para coleta interna
e externa dos resíduos de saúde sob condições
de higiene e segurança.
2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário
consultar:
Portaria 3.214 de 08/06/78 - Ministério do Trabalho
NBR 7500 - Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
armazenamento do material-
Simbologia - NBR 8286 - Emprego da simbologia para o transporte
rodoviário para produtos perigosos-
Procedimento - NBR 9190 - Sacos plásticos para acondicionamento
de lixo - Classificação NBR 10004 -Resíduos sólidos
- Classificação NBR 12807-Resíduos de serviço
de saúde- Terminologia
3 Definições
Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos
na NBR12807.
4 Condições gerais
4.1 Coleta de resíduos de serviços de saúde
deve ser exclusiva e a intervalos não superiores a 24 h. Esta
coleta pode ser realizada em dias alternados, desde que os recipientes
contendo resíduo do tipo A e restos de preparo de alimento
sejam armazenados à temperatura máxima de 4º C.
4.2 A guarnição deve receber treinamento adequado e
ser submetida a exame médicos pré-admissionais e periódicos,
de acordo com o estabelecimento na Portaria 3.214/78 do Ministério
do Trabalho.
4.3 A empresa e/ou municipalidade responsável pela coleta externa
dos resíduos de serviços de apoio que proporcione aos
seus funcionários as seguintes condições:
a) higienização e manutenção dos veículos;
b) lavagem e desinfecção dos EPI (equipamentos de proteção
individual)
c) higienização corporal
5 Condições específicas
5.1 Equipamentos de coleta interna
5.1.1 Equipamentos de Proteção Individual
( EPI )
Os EPI especificados devem ser os mais adequados para lidarem com
resíduos de serviços e devem ser utilizados de acordo
com as recomendações desta Norma.
5.1.1.1 Uniforme
Deve ser composto por calça comprida e camisa com manga,
no mínimo de ¾, de tecido resistente e de cor clara,
específico para uso do funcionário do serviço,
de forma a identificá-la de acordo com sua função.
5.1.1.2 Luvas
Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara,
de preferência branca, antiderrapantes e de cano longo. Para
os serviços de coleta interna I, pode ser admitido o uso de
luvas de borracha, mais flexíveis, com as demais características
anteriores.
5.1.1.3 Botas
Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes de cor clara,
de preferência branca, com cano ¾ e solado antiderrapante.
Para os funcionários de coleta interna I, admite-se o uso impermeáveis
e resistentes, ou botas de cano curto, com as demais características
já descritas.
5.1.1.4 Gorro
Deve ser de cor branca, e de forma a proteger os cabelos.
5.1.1.5 Máscara
Deve ser respiratória, tipo semi - facial e impermeável.
5.1.1.6 Óculos
Deve ser lente panorâmica, incolor, ser de plástico
resistentes, com armação flexível, com proteção
lateral e válvulas para a ventilação.
5.1.1.7 Avental
Deve ser de PVC, impermeável e de médio comprimento.
Notas:
a) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos
de serviços de saúde têm que ser lavados e desinfetados
diariamente; sempre que ocorrer contaminação por contato
com material infectante, os EPI devem ser substituídos imediatamente
e enviados para lavagem e higienização.
b) As características que são recomendadas para os
EPI devem atender às normas do Ministérios do Trabalho.
5.1.2 Carro da coleta interna
Deve atender ao seguinte:
a)ser estanque, constituído de material rígido, lavável
e impermeável de forma a não permitir vazamento de líquido,
com cantos arredondados e dotado de tampas;
b)identificação pelo símbolo de "substância
infectante";
c)uso exclusivo para a coleta de resíduos ;
d)volume máximo de transporte:
- carro de coleta interna I - até 100 L;
- carro de coleta interna II - até 500 L.
5.2 Equipamento de coleta externa
5.2.1 EPI da guarnição da coleta externa
5.2.1.1 Uniforme
Deve ser composto por calça comprida e camisa com manga, no
mínimo de ¾, de tecido resistente e de cor clara, específico
para uso do funcionário do serviço, de forma a identificá-lo
de acordo com a sua função.
5.2.1.2 Luvas
Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara,
de preferencia branca, antiderrapante e cano longo.
5.2.1.3 Botas
Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara,
de preferencia branca, com cano ¾ e solado antiderrapante.
5.2.1.4 Colete
Deve ser de cor fosforescente para o caso de coleta noturna.
5.2.1.5 Boné
Deve ser de cor branca e de forma a proteger os cabelos.
5.2.2 Contêiner
5.2.2.1 O contêiner deve atender ao seguinte:
a)ser constituído de material rígido, lavável,
de forma a não permitir vazamento de líquido, e com
arredondados;
b) possuir tampa articulada ao próprio corpo do equipamento;
c) ser provido de dispositivo para drenagem com sistema de fechamento;
d) ter rodas do tipo giratório, com bandas de rodagem de borracha
maciça ou material equivalente;
e) ser branco, ostentando em lugar visível o símbolo
de "substância infectante", conforme modelo e especificação
determinados pela NBR 7500.
5.2.2.2 A tampa do contêiner deve permanecer fechada, sem empilhamento
de recipiente sobre esta.
5.2.2.3 Imediatamente após o esvaziar o contêiner, este
deve sofrer limpeza e desinfecção simultânea.
5.2.2.4 O efluente de lavagem do contêiner deve receber tratamento,
conforme exigências do órgão estadual de controle
ambiental.
5.2.3Veículo Coletor
5.2.3.1O veículo coletor deve atender ao seguinte:
a)Ter superfícies externas lisas, de cantos arredondados e
de forma a facilitar a higienização;
b) não permitir vazamento de líquido, e ser provido
de ventilação adequada;
c)sempre que a forma de carregamento for manual, a altura da carga
deve ser inferior a 1,20 m;
d)quando possuir sistema de carga e descarga, este deve operar de
forma a não permitir o rompimento dos recipientes;
e)quando forem utilizados contêiners, o veículo deve
ser dotado de equipamento hidráulico de basculamento;
f)para veículo com capacidade superior a 1,0 t, a descarga
deve ser mecânica; para veículo com capacidade inferior
a 1,0 t, a descarga pode ser mecânica ou manual;
g)o veículo coletor deve contar com os seguintes equipamentos
auxiliares: pá, rodo, saco plástico (ver NBR 9190) de
reserva, solução desinfetante;
h)devem constar em local visível o nome da municipalidade,
o nome da empresa coletora (endereço e telefone), a especificação
dos resíduos transportáveis, com o número ou
código estabelecido na NBR 10004, e número do veículo
coletor;
i)ser de cor branca;
j)ostentar a simbologia para o transporte rodoviário (ver
NBR 7500), procedendo-se de acordo com a NBR 8286.
Notas:
a) Os resíduos comuns podem ser coletados e transportados em
veículos de coleta domiciliar, não se lhes aplicando
a exigência de cor branca, desde que haja cumprimento das normas
d segregação no serviço de saúde.
b) Os resíduos especiais devem ser coletados e transportados
em veículos que atendam as exigências dos órgãos
competentes no que couber.
5.2.3.2Em caso de acidentes de pequenas proporções,
a própria guarnição deve retirar os resíduos
do local atingido, efetuando a limpeza e desinfecção
simultânea, mediante o uso de equipamentos auxiliares mencionados
em 5.2.3.
5.2.3.3Em caso de acidente de grandes proporções, a
empresa e/ou administração responsável pela execução
da coleta externa deve notificar imediatamente os órgãos
municipais e estaduais de controle ambiental e de saúde pública.
5.2.3.4Ao final de cada turno de trabalho, o veículo coletor
deve sofrer limpeza e desinfecção simultânea,
usando-se jato de água, preferencialmente quente e sob pressão.
5.2.3.5O efluente proveniente da lavagem e desinfecção
do veículo coletor deve ser encaminhado para tratamento, conforme
exigências do órgão estadual de controle ambiental.
5.2.3.6Os EPI dos funcionários que efetuam a lavagem e desinfecção
dos veículos coletores devem estar em conformidade com 5.1.1,
acrescentando-se capacete plástico.
Resíduos de serviços de saúde
Terminologia
Origem: Projeto o1:603.07-001/1992
CEET - Comissão Especial Temporária do Meio Ambiente
Ce - 01:603.07 - Comissão de Estudo de Resíduos de Serviços
de Saúde NBR 12807 - waste from health ccare units - Terminology
Descriptiors: Solid Waste. Waste from health care unit
Válida a partir de 01.04.1993
Palavras -chave: Resíduo sólido. Resíduo de serviço
de saúde
1.Objetivo
Esta Norma define os termos empregados em relação aos
resíduos de serviços de saúde.
2.Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário
consultar:
. Resolução CNEN-NE-6.05- Gerência de rejeitos
radioativos em instalações radioativas.
. NBR 7500 - Símbolos de riscos e manuseio para o transporte
e armazenamento de material - Simbologia.
. NBR 10004 - Resíduos sólidos - Classificação
. NBR 12808 - Resíduos de serviços de saúde
- Classificação
. NBR 12809 - Manuseio de resíduos de serviços de saúde
- Procedimento
3.Definições
Para efeito desta Norma são adotadas as definições
de 3.1 a 3.37 .
3.1Altura de carga
Menor distância entre o solo e a borda inferior da abertura
de alimentação do veículo coletor, ou de qualquer
outro equipamento utilizado para armazenagem e transporte de resíduos,
intra e extra - estabelecimento.
3.2Abrigo de resíduo
Elemento destinado ao armazenamento temporário dos resíduos
de serviços de saúde, no aguardo da coleta externa.
3.3Acondicionamento
Ato de embalar os resíduos de serviços de saúde,
em recipiente, para protegê-los de riscos e facilitar o seu
transporte, de acordo com os procedimentos adotado pela NBR 12809.
3.4Área de higienização
Local destinado à limpeza e desinfecção simultânea
dos carros de coleta, contêineres e demais equipamentos.
3.5Armazenamento interno
Guarda temporária dos recipientes, em instalações
apropriadas, localizadas na própria unidade geradora, de onde
devem ser encaminhados, através da coleta interna II, para
o armazenamento externo.
3.6Armazenamento externo
Guarda temporária adequada, no aguardo da coleta externa.
3.7 Coleta externa
Operação de remoção e transporte de recipientes
do abrigo de resíduo, através do veículo coletor,
para o tratamento e/ou destino final.
3.8 Coleta interna I
Operação de transferência dos recipientes do local
de geração para sala de resíduo.
3.9 Coleta interna II
Operação de transferência dos recipientes da sala
de resíduo para o abrigo de resíduo ou diretamente para
tratamento.
3.10 Contêiner
Equipamento fechado de capacidade superior a 100L, empregado no armazenamento
de recipientes.
3.11Desinfecção
Destruição de agentes infectantes na forma vegetativa
situados fora do organismo, mediante a aplicação direta
de meios físicos ou químicos.
3.12Elemento
Área ou compartimento com finalidade determinada.
3.13Estabelecimento gerador
Instituição que, em razão de suas atividades,
produz resíduos de serviços de saúde
3.14Esterilização
Destruição ou eliminação total de todos
os microrganismos na forma vegetativa ou esporulada.
3.15 Gari
Indivíduo que executa o serviço de coleta externa.
3.16 Geração
Transformação de material utilizável em resíduo
3.17 Guarnição
Equipe composta pelo motorista do veículo coletor e garis.
3.18 Identificação
Conjunto de medidas executadas de acordo com a NBR 7500 e a NBR 12809,
que expõe o tipo de resíduo de serviço de saúde
contido num recipiente, fornecendo informações complementares,
quando necessário.
3.19 Limpeza
Processo de remoção de sujidade.
3.20 Limpeza e desifecção simultânea
Processo de remoção de sujidade e desinfecção,
mediante usos de formulações associadas de um detergente
com uma substância desinfetante.
3.21 Manuseio
Operação de identificação e fechamento
do recipiente.
3.22 Pequeno gerador
Estabelecimento cuja produção semanal de resíduos
de serviços de saúde não excede a 700L e cuja
produção diária não excede a 150L.
3.23 Recipiente
Objeto de acondicionar resíduos sólidos e líquidos,
tais como: saco plástico, galão. caixa.
3.24 Recipiente rígido
Invólucro resistente e estanque, empregado no acondicionamento
de resíduos perfurante e corante.
3.25 Rejeito radioativo
Material radioativo ou contaminado com radionuclídeos, proveniente
de laboratório de análises clínicas, serviços
de medicina nuclear e radioterapia (Resolução CNEN -
NE - 6.50).
3.26 Resíduo
Material desprovido de utilidade para o estabelecimento gerador.
3.27 Resíduo comum
Resíduo de serviço de saúde que não apresenta
risco adicional a saúde pública.
3.28 Resíduo especial
Resíduo de serviço de saúde do tipo farmacêutico,
químico, perigoso e radioativo.
3.29 Resíduo farmacêutico
Produto medicamentoso com o prazo de validade vencido, contaminado,
interditado ou não utilizado.
3.30 Resíduo infectante
Resíduo de serviço de saúde que por sua características
de maior virulência, infectividade e concentração
de patógenos, apresenta risco potencial adicional à
saúde pública.
3.31 Resíduo químico perigoso
Resíduo químico que, de acordo com os parâmetros
da NBR 10004, possa provocar danos à saúde ou ao meio
ambiente.
3.32Resíduo de serviço de saúde
Resíduo resultante de atividades exercidas por estabelecimento
gerador, de acordo com a classificação adotada pela
NBR 12808.
3.33 Sala de resíduos
Elemento destinado ao armazenamento interno.
3.34 Segregação
Operação de separação dos resíduos
no momento da geração, de acordo com a classificação
adotada pela NBR 12808.
3.35 Serviços de saúde
Estabelecimento gerador destinado a prestação de assistência
sanitária a população.
3.36 Veículo coletor
Veículo usado para a coleta externa e o transporte de resíduos
de serviços de saúde.
3.37 Unidade geradora
Conjunto de elementos funcionalmente agrupados, onde são gerados,
acondicionados e armazenados os resíduos de serviço
de saúde.
LIXO HOSPITALAR - O PROBLEMA
Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou como é mais
comumente denominado "LIXO HOSPITALAR", sempre constituiu-se
um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares,
devido principalmente a falta de informações a seu respeito,
gerando mitos e fantasias entre funcionários, pacientes, familiares
e principalmente a comunidade vizinha as edificações
hospitalares e aos aterros sanitários.
A atividade hospitalar é por sí só uma fantástica
geradora de resíduos, inerente a diversidade de atividades
que desenvolvem-se dentro destas empresas. O grande volume de compras
de materiais e insumos para fazer funcionar, segundo Peter Drucker,
a mais complexa das organizações, faz-nos responsável
pelo destino de, números como os de que um hospital com cerca
de 800 leitos, gere um volume de lixo hospitalar igual ao coletado
em todo o município de Nova Prata- RS, por exemplo!
O desconhecimento e a falta de informações sobre o assunto
faz com que, em muitos casos, os resíduos, ou sejam ignorados,
ou recebam um tratamento com excesso de zêlo, onerando ainda
mais os já combalidos recursos das instituições
hospitalares. Não raro lhe são atribuídas a culpa
por casos de infecção hospitalar e outras tantas mazelas
dos nosocômios. A incineração total do lixo hospitalar
é um típico exemplo de excesso de cuidados, sendo ainda
neste caso, uma atitude politicamente incorreta devido aos subprodutos
lançados na atmosfera como dioxinas e metais pesados.
Em sua grande maioria, os hospitais pouco ou quase nenhuma providência
tomam com relação as toneladas de resíduos gerados
diariamente nas mais diversas atividades desenvolvidas dentro de um
hospital. Muitos limitam-se a encaminhar a totalidade de seu lixo
para sistemas de coleta especial dos Departamentos de Limpeza Municipais,
quando estes existem, lançam diretamente em lixões ou
simplesmente "incineram" a totalidade dos resíduos.
Importante também destacar, os muitos casos de acidentes com
funcionários envolvendo perfurações com agulhas,
lãminas de bisturí e outros materiais denominados perfuro-cortantes.
O desconhecimento faz com que este fantasma, chamado "LIXO HOSPITALAR",
cresça e amedronte os colaboradores e clientes das instituições
de saúde.
LIXO HOSPITALAR - AS SOLUÇÕES
Os constantes problemas, o desconhecimento, o medo, mas principalmente
o desejo de que o assunto fosse tratado de uma forma técnica,
profissional, levou-nos a desenvolver um projeto que resolvesse definitivamente
o problema "LIXO HOSPITALAR".
Objetivos do projeto:
- Elevar a qualidade da atenção dispensada ao assunto
"resíduos sólidos dos serviços de saúde";
- Permitir o conhecimento das fontes geradoras dos resíduos.
A atividade Hospitalar gera uma grande variedade de tipos de resíduos
distribuídos em dezenas de setores com atividades diversas;
- Estimular a decisão por métodos de coleta, embalagem,
transporte e destino adequados;
- Reduzir ou se possível eliminar os riscos a saúde
dos funcionários, clientes e comunidade;
- Eliminar o manuseio para fins de seleção dos resíduos,
fora da fonte geradora;
- Permitir o reprocessamento de resíduos cujas matérias
primas possam ser reutilizadas sem riscos à saúde de
pacientes e funcionários;
- Reduzir o volume de resíduos para incineração
e coleta especial;
- Colaborar para reduzir a poluição ambiental, gerando
, incinerando e encaminhando aos órgão públicos
a menor quantidade possível de resíduos.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS HOSPITALARES
Etapas para Elaboração do Projeto
Reconhecer as fontes geradoras dos resíduos hospitalares;
Identificar e classificar todos os tipos de resíduos por fonte
geradora ou setores e serviços envolvidos;
Rotinizar condutas para seleção, coleta e transporte
dos resíduos hospitalares, classificando-os conforme as normas
técnicas que foram estabelecidas e legislação
vigente contemplando: periculosidade, volume e reciclagem;
Definir atribuições aos diversos serviços e setores
envolvidos, com a operacionalização do programa em cada
uma das suas diferentes etapas;
IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
HOSPITALARES
1. RESÍDUOS INFECCIOSOS - Material proveniente de isolamentos,
sangue humano e derivados, material patológico, materiais perfurantes
e cortantes, resíduos de diagnóstico e tratamento (gaze,
drenos, sondas, absorventes e qualquer material sujo com resíduos
e fluidos corpóreos) e peças anatômicas provenientes
de amputações e biopsias. Passou a ser denominado de
grupo 1.
2- RESÍDUOS ESPECIAIS - Material radioativo, farmacêutico
e químicos. Passou a ser denominado de grupo 2.
3- RESÍDUOS GERAIS OU COMUNS - Materiais provenientes das áreas
administrativas, resíduos alimentares da produção
de alimentos, áreas externas e jardins, sucatas e embalagens
reaproveitáveis. Passou a ser denominado de grupo 3.
ACONDICIONAMENTO E DESTINO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES
GRUPO 1 - material perfuro cortante em caixas de papelão reaproveitadas
e adaptadas para esta finalidade, demais resíduos em sacos
plásticos brancos identificados com a simbologia de material
infectante - destino: incineração ou aterro sanitário
através de sistema de coleta especial;
GRUPO 2 - material radioativo conforme legislação própria
do CNEN; material farmacêutico é devolvido aos fabricantes
conforme acordo na compra do próprio material;
GRUPO 3 - vidros, plásticos, papel, papelão, metais
e outros materiais recicláveis recebem embalagens próprias
conforme o tipo de material - destino: reciclagem interna ou venda
como sucatas diversas.
Toda a elaboração do projeto teve como premissa básica
de que "a separação e embalagem deve ser feita
no local de orígem e não deve ser admitida a separação
posterior".
Na implantação do projeto, em um hospital de 200 leitos,
verificou-se que apenas 5 % em peso do lixo hospitalar, classificava-se
como sendo do grupo 1, ou seja, resíduos que realmente necessitavam
de cuidados e atenção especial, os demais 95 % eram
idênticos aos gerados nos ambientes domésticos.
Lixo
Muito se tem discutido sobre as melhores formas de tratar e eliminar
o lixo -- industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear
etc. -- gerado pelo estilo de vida da sociedade contemporânea.
Todos concordam, no entanto, que o lixo é o espelho fiel da
sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica
e consumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou
alterar sua composição pressupõe mudanças
no comportamento social.
A concentração demográfica nas grandes cidades
e o grande aumento do consumo de bens geram uma enorme quantidade
de resíduos de todo tipo, procedentes tanto das residências
como das atividades públicas e dos processos industriais. Todos
esses materiais recebem a denominação de lixo, e sua
eliminação e possível reaproveitamento são
um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas.
De acordo com sua origem, há quatro tipos de lixo: residencial,
comercial, público e de fontes especiais. Entre os últimos
se incluem, por exemplo, o lixo industrial, o hospitalar e o radioativo,
que exigem cuidados especiais em seu acondicionamento, manipulação
e disposição final. Juntos, os tipos doméstico
e comercial constituem o chamado lixo domiciliar que, com o lixo público
-- resíduos da limpeza de ruas e praças, entulho de
obras etc. -- representam a maior parte dos resíduos sólidos
produzidos nas cidades.
Destinação do lixo urbano e hospitalar
A adequada condução do serviço de limpeza urbana
é importante não só do ponto de vista sanitário,
mas também econômico-financeiro, social, estético
e de bem-estar. Apesar disso, um estudo conveniado da Organização
Pan-Americana de Saúde, de 1990, que estimou em mais de oitenta
mil toneladas a quantidade de resíduos sólidos gerados
diariamente nas cidades brasileiras, constatou que apenas a metade
era coletada. A outra metade acabava nas ruas, terrenos baldios, encostas
de morros e cursos d'água. Da parte coletada, 34% iam para
os lixões (depósitos a céu aberto) e 63% eram
despejados pelos próprios serviços de coleta em beiras
de rios, áreas alagadas ou manguezais, prática cada
vez mais questionada por suas implicações ecológicas.
Somente três por cento da parte coletada recebiam destinação
adequada ou pelo menos controlada.
O lixo coletado pode ser processado, isto é, passar por algum
tipo de beneficiamento a fim de reduzir custos de transporte e inconvenientes
sanitários e ambientais. As opções de tratamento
do lixo urbano, que podem ocorrer de forma associada, são:
compactação, que reduz o volume inicial dos resíduos
em até um terço, trituração e incineração.
Boa opção do ponto de vista sanitário, a incineração,
porém, é condenada por acarretar poluição
atmosférica.
A disposição final do lixo pode ser feita em aterros
sanitários e controlados ou visar à compostagem (aproveitamento
do material orgânico para a fabricação de adubo)
e a reciclagem. Esses dois últimos processos associados constituem
a mais importante forma de recuperação energética.
A reciclagem exige uma seleção prévia do material,
a fim de aproveitar os resíduos dos quais ainda se pode obter
algum benefício, como é o caso do vidro, do papel e
de alguns metais.
A solução defendida por muitos especialistas, porém,
envolve a redução do volume de lixo produzido. Isso
exigiria tanto uma mudança nos padrões de produção
e consumo, quanto a implantação de programas de coleta
seletiva de lixo. Nesse caso, os diversos materiais recicláveis
devem ser separados antes da coleta, com a colaboração
da comunidade.
Os países industrializados são os que mais produzem
lixo e também os que mais reciclam. O Japão reutiliza
50% de seu lixo sólido e promove, entre outros tipos de reciclagem,
o reaproveitamento da água do chuveiro no vaso sanitário.
Os Estados Unidos (EUA) recuperam 11% do lixo que produzem e a Europa
Ocidental, 30%. A taxa de produção de lixo per capita
dos norte-americanos, de 1,5 quilo por dia, é a mais alta do
mundo. Equivale ao dobro da de outros países desenvolvidos.
Nova York é a cidade que mais produz lixo, uma média
diária de 13 mil toneladas. São Paulo produz 12 mil
toneladas. Entre os líderes mundiais da reciclagem de latas
de alumínio destacam-se Japão (70%), EUA (64%) e Brasil
(61%), conforme dados de 1996 da Associação Brasileira
de Alumínio.
POLUIÇÃO DO SOLO - As principais causas da poluição
do solo são o acúmulo de lixo sólido, como embalagens
de plástico, papel e metal, e de produtos químicos,
como fertilizantes, pesticidas e herbicidas. O material sólido
do lixo demora muito tempo para desaparecer no ambiente. O vidro,
por exemplo, leva cerca de 5 mil anos para se decompor, enquanto certos
tipos de plástico nunca se desintegram, pois são impermeáveis
ao processo de biodegradação promovido pelos microorganismos.
As soluções usadas para reduzir o acúmulo de
lixo, como a incineração e a deposição
em aterros, também têm efeito poluidor, pois emitem fumaça
tóxica, no primeiro caso, ou produzem fluidos tóxicos
que se infiltram no solo e contaminam os lençóis de
água. A melhor forma de amenizar o problema, na opinião
de especialistas, é reduzir a quantidade de lixo produzida,
por meio da reciclagem e do uso de materiais biodegradáveis
ou não descartáveis.
MÉTODOS DE ELIMINAÇÃO
O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar
resíduos, mas depende da existência de locais adequados.
Esse método consiste em armazenar os resíduos, dispostos
em camadas, em locais escavados. Cada camada é prensada por
máquinas, até alcançar uma altura de 3 metros.
Em seguida, é coberta por uma camada de terra e volta a ser
comprimida. É fundamental escolher o terreno adequado, para
que não haja contaminação nem na superfície,
nem nos lençóis subterrâneos. Além disso,
o vazadouro deve ter boa ventilação.
Os incineradores convencionais são fornos, nos quais se queimam
os resíduos. Além de calor, a incineração
gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio,
dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis e
resíduos sólidos que não se queimam. É
possível controlar a emissão de poluentes mediante processos
adequados de limpeza dos gases.
A fabricação de fertilizantes ou adubos, a partir de
resíduos sólidos, consiste na degradação
da matéria orgânica por microorganismos aeróbicos.
O húmus resultante contém de 1% a 3% de nitrogênio,
fósforo e potássio.
GERAÇÃO DE RECURSOS ENERGÉTICOS
É possível gerar energia a partir de alguns processos
de eliminação de resíduos. Alguns incineradores
aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise
é um processo de decomposição química
de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera
com pouco oxigênio. Isto gera uma corrente de gás composta
por hidrogênio, metano, monóxido de carbono (os três
são combustíveis), dióxido de carbono, cinza
inerte e outros gases.
RECICLAGEM
É muito antiga a prática de reciclagem de resíduos
sólidos. Os utensílios metálicos são fundidos
e remodelados desde os tempos pré-históricos. Os materiais
recicláveis são recuperados de muitas maneiras, como
o desfibramento, separação magnética de metais,
separação de materiais leves e pesados, peneiração
e lavagem.
Mais sobre Poluição do solo
A poluição pode afetar também o solo e dificultar
seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal
foco de poluição do solo são os resíduos
industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por
exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria
orgânica em decomposição e constitui uma permanente
ameaça de surtos epidêmicos. O esgoto tem sido usado
em alguns países para mineralizar a matéria orgânica
e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o inconveniente de veicular
microrganismos patogênicos. Excrementos humanos podem provocar
a contaminação de poços e mananciais de superfície.
Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são
absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos
são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar.
Fator principal de poluição do solo é o desmatamento,
causa de desequilíbrios hidrogeológicos, pois em conseqüência
de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais.
Calcula-se que no Brasil sejam abatidos anualmente trinta mil quilômetros
quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas
para cultivo.
Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno
conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos
em suspensão na atmosfera que são arrastados para a
terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta
regiões com elevado índice de industrialização
e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas
e os campos em geral.