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Como Tratar Lixo Hospitalar

 

COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE


Procedimento
Origem: Projeto 01:603.07-004/1992
CEET - Comissão Especial Temporária do Meio Ambiente
CE-01:603.07 - Comissão de Estúdio de Resíduos de Serviços de Saúde
NBR 12810 - Collection of waste from health care units - Procedire
Descriptors: Solid waste. Waste from health care unit
Válida a partir de 01.04. 1993
Palavras-chave: Resíduo sólido. Resíduo de serviço de saúde

1 Objetivo

Esta Norma fixa os procedimentos exigíveis para coleta interna e externa dos resíduos de saúde sob condições de higiene e segurança.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
Portaria 3.214 de 08/06/78 - Ministério do Trabalho
NBR 7500 - Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenamento do material-

Simbologia - NBR 8286 - Emprego da simbologia para o transporte rodoviário para produtos perigosos-
Procedimento - NBR 9190 - Sacos plásticos para acondicionamento de lixo - Classificação NBR 10004 -Resíduos sólidos

- Classificação NBR 12807-Resíduos de serviço de saúde- Terminologia

3 Definições

Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos na NBR12807.

4 Condições gerais

4.1 Coleta de resíduos de serviços de saúde deve ser exclusiva e a intervalos não superiores a 24 h. Esta coleta pode ser realizada em dias alternados, desde que os recipientes contendo resíduo do tipo A e restos de preparo de alimento sejam armazenados à temperatura máxima de 4º C.
4.2 A guarnição deve receber treinamento adequado e ser submetida a exame médicos pré-admissionais e periódicos, de acordo com o estabelecimento na Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho.
4.3 A empresa e/ou municipalidade responsável pela coleta externa dos resíduos de serviços de apoio que proporcione aos seus funcionários as seguintes condições:

a) higienização e manutenção dos veículos;

b) lavagem e desinfecção dos EPI (equipamentos de proteção individual)

c) higienização corporal


5 Condições específicas

5.1 Equipamentos de coleta interna

5.1.1 Equipamentos de Proteção Individual

( EPI )

Os EPI especificados devem ser os mais adequados para lidarem com resíduos de serviços e devem ser utilizados de acordo com as recomendações desta Norma.

5.1.1.1 Uniforme

Deve ser composto por calça comprida e camisa com manga, no mínimo de ¾, de tecido resistente e de cor clara, específico para uso do funcionário do serviço, de forma a identificá-la de acordo com sua função.

5.1.1.2 Luvas

Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, de preferência branca, antiderrapantes e de cano longo. Para os serviços de coleta interna I, pode ser admitido o uso de luvas de borracha, mais flexíveis, com as demais características anteriores.

5.1.1.3 Botas

Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes de cor clara, de preferência branca, com cano ¾ e solado antiderrapante. Para os funcionários de coleta interna I, admite-se o uso impermeáveis e resistentes, ou botas de cano curto, com as demais características já descritas.

5.1.1.4 Gorro

Deve ser de cor branca, e de forma a proteger os cabelos.

5.1.1.5 Máscara

Deve ser respiratória, tipo semi - facial e impermeável.

5.1.1.6 Óculos

Deve ser lente panorâmica, incolor, ser de plástico resistentes, com armação flexível, com proteção lateral e válvulas para a ventilação.

5.1.1.7 Avental

Deve ser de PVC, impermeável e de médio comprimento.

Notas:
a) Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviços de saúde têm que ser lavados e desinfetados diariamente; sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectante, os EPI devem ser substituídos imediatamente e enviados para lavagem e higienização.

b) As características que são recomendadas para os EPI devem atender às normas do Ministérios do Trabalho.

5.1.2 Carro da coleta interna

Deve atender ao seguinte:

a)ser estanque, constituído de material rígido, lavável e impermeável de forma a não permitir vazamento de líquido, com cantos arredondados e dotado de tampas;

b)identificação pelo símbolo de "substância infectante";

c)uso exclusivo para a coleta de resíduos ;

d)volume máximo de transporte:

- carro de coleta interna I - até 100 L;

- carro de coleta interna II - até 500 L.


5.2 Equipamento de coleta externa

5.2.1 EPI da guarnição da coleta externa

5.2.1.1 Uniforme

Deve ser composto por calça comprida e camisa com manga, no mínimo de ¾, de tecido resistente e de cor clara, específico para uso do funcionário do serviço, de forma a identificá-lo de acordo com a sua função.

5.2.1.2 Luvas

Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, de preferencia branca, antiderrapante e cano longo.

5.2.1.3 Botas

Devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, de preferencia branca, com cano ¾ e solado antiderrapante.

5.2.1.4 Colete

Deve ser de cor fosforescente para o caso de coleta noturna.

5.2.1.5 Boné

Deve ser de cor branca e de forma a proteger os cabelos.


5.2.2 Contêiner

5.2.2.1 O contêiner deve atender ao seguinte:

a)ser constituído de material rígido, lavável, de forma a não permitir vazamento de líquido, e com arredondados;

b) possuir tampa articulada ao próprio corpo do equipamento;

c) ser provido de dispositivo para drenagem com sistema de fechamento;

d) ter rodas do tipo giratório, com bandas de rodagem de borracha maciça ou material equivalente;

e) ser branco, ostentando em lugar visível o símbolo de "substância infectante", conforme modelo e especificação determinados pela NBR 7500.

5.2.2.2 A tampa do contêiner deve permanecer fechada, sem empilhamento de recipiente sobre esta.

5.2.2.3 Imediatamente após o esvaziar o contêiner, este deve sofrer limpeza e desinfecção simultânea.

5.2.2.4 O efluente de lavagem do contêiner deve receber tratamento, conforme exigências do órgão estadual de controle ambiental.

5.2.3Veículo Coletor

5.2.3.1O veículo coletor deve atender ao seguinte:

a)Ter superfícies externas lisas, de cantos arredondados e de forma a facilitar a higienização;

b) não permitir vazamento de líquido, e ser provido de ventilação adequada;

c)sempre que a forma de carregamento for manual, a altura da carga deve ser inferior a 1,20 m;

d)quando possuir sistema de carga e descarga, este deve operar de forma a não permitir o rompimento dos recipientes;

e)quando forem utilizados contêiners, o veículo deve ser dotado de equipamento hidráulico de basculamento;

f)para veículo com capacidade superior a 1,0 t, a descarga deve ser mecânica; para veículo com capacidade inferior a 1,0 t, a descarga pode ser mecânica ou manual;

g)o veículo coletor deve contar com os seguintes equipamentos auxiliares: pá, rodo, saco plástico (ver NBR 9190) de reserva, solução desinfetante;

h)devem constar em local visível o nome da municipalidade, o nome da empresa coletora (endereço e telefone), a especificação dos resíduos transportáveis, com o número ou código estabelecido na NBR 10004, e número do veículo coletor;

i)ser de cor branca;

j)ostentar a simbologia para o transporte rodoviário (ver NBR 7500), procedendo-se de acordo com a NBR 8286.

Notas:
a) Os resíduos comuns podem ser coletados e transportados em veículos de coleta domiciliar, não se lhes aplicando a exigência de cor branca, desde que haja cumprimento das normas d segregação no serviço de saúde.

b) Os resíduos especiais devem ser coletados e transportados em veículos que atendam as exigências dos órgãos competentes no que couber.

5.2.3.2Em caso de acidentes de pequenas proporções, a própria guarnição deve retirar os resíduos do local atingido, efetuando a limpeza e desinfecção simultânea, mediante o uso de equipamentos auxiliares mencionados em 5.2.3.

5.2.3.3Em caso de acidente de grandes proporções, a empresa e/ou administração responsável pela execução da coleta externa deve notificar imediatamente os órgãos municipais e estaduais de controle ambiental e de saúde pública.

5.2.3.4Ao final de cada turno de trabalho, o veículo coletor deve sofrer limpeza e desinfecção simultânea, usando-se jato de água, preferencialmente quente e sob pressão.

5.2.3.5O efluente proveniente da lavagem e desinfecção do veículo coletor deve ser encaminhado para tratamento, conforme exigências do órgão estadual de controle ambiental.

5.2.3.6Os EPI dos funcionários que efetuam a lavagem e desinfecção dos veículos coletores devem estar em conformidade com 5.1.1, acrescentando-se capacete plástico.

Resíduos de serviços de saúde

Terminologia

Origem: Projeto o1:603.07-001/1992

CEET - Comissão Especial Temporária do Meio Ambiente
Ce - 01:603.07 - Comissão de Estudo de Resíduos de Serviços de Saúde NBR 12807 - waste from health ccare units - Terminology
Descriptiors: Solid Waste. Waste from health care unit
Válida a partir de 01.04.1993
Palavras -chave: Resíduo sólido. Resíduo de serviço de saúde

1.Objetivo

Esta Norma define os termos empregados em relação aos resíduos de serviços de saúde.

2.Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

. Resolução CNEN-NE-6.05- Gerência de rejeitos radioativos em instalações radioativas.

. NBR 7500 - Símbolos de riscos e manuseio para o transporte e armazenamento de material - Simbologia.

. NBR 10004 - Resíduos sólidos - Classificação

. NBR 12808 - Resíduos de serviços de saúde - Classificação

. NBR 12809 - Manuseio de resíduos de serviços de saúde - Procedimento

3.Definições

Para efeito desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.37 .

3.1Altura de carga
Menor distância entre o solo e a borda inferior da abertura de alimentação do veículo coletor, ou de qualquer outro equipamento utilizado para armazenagem e transporte de resíduos, intra e extra - estabelecimento.
3.2Abrigo de resíduo
Elemento destinado ao armazenamento temporário dos resíduos de serviços de saúde, no aguardo da coleta externa.
3.3Acondicionamento
Ato de embalar os resíduos de serviços de saúde, em recipiente, para protegê-los de riscos e facilitar o seu transporte, de acordo com os procedimentos adotado pela NBR 12809.
3.4Área de higienização
Local destinado à limpeza e desinfecção simultânea dos carros de coleta, contêineres e demais equipamentos.
3.5Armazenamento interno
Guarda temporária dos recipientes, em instalações apropriadas, localizadas na própria unidade geradora, de onde devem ser encaminhados, através da coleta interna II, para o armazenamento externo.


3.6Armazenamento externo
Guarda temporária adequada, no aguardo da coleta externa.
3.7 Coleta externa
Operação de remoção e transporte de recipientes do abrigo de resíduo, através do veículo coletor, para o tratamento e/ou destino final.
3.8 Coleta interna I
Operação de transferência dos recipientes do local de geração para sala de resíduo.
3.9 Coleta interna II
Operação de transferência dos recipientes da sala de resíduo para o abrigo de resíduo ou diretamente para tratamento.
3.10 Contêiner
Equipamento fechado de capacidade superior a 100L, empregado no armazenamento de recipientes.
3.11Desinfecção
Destruição de agentes infectantes na forma vegetativa situados fora do organismo, mediante a aplicação direta de meios físicos ou químicos.
3.12Elemento
Área ou compartimento com finalidade determinada.
3.13Estabelecimento gerador
Instituição que, em razão de suas atividades, produz resíduos de serviços de saúde
3.14Esterilização
Destruição ou eliminação total de todos os microrganismos na forma vegetativa ou esporulada.
3.15 Gari
Indivíduo que executa o serviço de coleta externa.
3.16 Geração
Transformação de material utilizável em resíduo
3.17 Guarnição
Equipe composta pelo motorista do veículo coletor e garis.
3.18 Identificação
Conjunto de medidas executadas de acordo com a NBR 7500 e a NBR 12809, que expõe o tipo de resíduo de serviço de saúde contido num recipiente, fornecendo informações complementares, quando necessário.
3.19 Limpeza
Processo de remoção de sujidade.
3.20 Limpeza e desifecção simultânea
Processo de remoção de sujidade e desinfecção, mediante usos de formulações associadas de um detergente com uma substância desinfetante.
3.21 Manuseio
Operação de identificação e fechamento do recipiente.
3.22 Pequeno gerador
Estabelecimento cuja produção semanal de resíduos de serviços de saúde não excede a 700L e cuja produção diária não excede a 150L.

3.23 Recipiente
Objeto de acondicionar resíduos sólidos e líquidos, tais como: saco plástico, galão. caixa.
3.24 Recipiente rígido
Invólucro resistente e estanque, empregado no acondicionamento de resíduos perfurante e corante.
3.25 Rejeito radioativo
Material radioativo ou contaminado com radionuclídeos, proveniente de laboratório de análises clínicas, serviços de medicina nuclear e radioterapia (Resolução CNEN - NE - 6.50).
3.26 Resíduo
Material desprovido de utilidade para o estabelecimento gerador.
3.27 Resíduo comum
Resíduo de serviço de saúde que não apresenta risco adicional a saúde pública.
3.28 Resíduo especial
Resíduo de serviço de saúde do tipo farmacêutico, químico, perigoso e radioativo.
3.29 Resíduo farmacêutico
Produto medicamentoso com o prazo de validade vencido, contaminado, interditado ou não utilizado.
3.30 Resíduo infectante
Resíduo de serviço de saúde que por sua características de maior virulência, infectividade e concentração de patógenos, apresenta risco potencial adicional à saúde pública.
3.31 Resíduo químico perigoso
Resíduo químico que, de acordo com os parâmetros da NBR 10004, possa provocar danos à saúde ou ao meio ambiente.
3.32Resíduo de serviço de saúde
Resíduo resultante de atividades exercidas por estabelecimento gerador, de acordo com a classificação adotada pela NBR 12808.
3.33 Sala de resíduos
Elemento destinado ao armazenamento interno.
3.34 Segregação
Operação de separação dos resíduos no momento da geração, de acordo com a classificação adotada pela NBR 12808.
3.35 Serviços de saúde
Estabelecimento gerador destinado a prestação de assistência sanitária a população.
3.36 Veículo coletor
Veículo usado para a coleta externa e o transporte de resíduos de serviços de saúde.
3.37 Unidade geradora
Conjunto de elementos funcionalmente agrupados, onde são gerados, acondicionados e armazenados os resíduos de serviço de saúde.


LIXO HOSPITALAR - O PROBLEMA
Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou como é mais comumente denominado "LIXO HOSPITALAR", sempre constituiu-se um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares, devido principalmente a falta de informações a seu respeito, gerando mitos e fantasias entre funcionários, pacientes, familiares e principalmente a comunidade vizinha as edificações hospitalares e aos aterros sanitários.
A atividade hospitalar é por sí só uma fantástica geradora de resíduos, inerente a diversidade de atividades que desenvolvem-se dentro destas empresas. O grande volume de compras de materiais e insumos para fazer funcionar, segundo Peter Drucker, a mais complexa das organizações, faz-nos responsável pelo destino de, números como os de que um hospital com cerca de 800 leitos, gere um volume de lixo hospitalar igual ao coletado em todo o município de Nova Prata- RS, por exemplo!
O desconhecimento e a falta de informações sobre o assunto faz com que, em muitos casos, os resíduos, ou sejam ignorados, ou recebam um tratamento com excesso de zêlo, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares. Não raro lhe são atribuídas a culpa por casos de infecção hospitalar e outras tantas mazelas dos nosocômios. A incineração total do lixo hospitalar é um típico exemplo de excesso de cuidados, sendo ainda neste caso, uma atitude politicamente incorreta devido aos subprodutos lançados na atmosfera como dioxinas e metais pesados.
Em sua grande maioria, os hospitais pouco ou quase nenhuma providência tomam com relação as toneladas de resíduos gerados diariamente nas mais diversas atividades desenvolvidas dentro de um hospital. Muitos limitam-se a encaminhar a totalidade de seu lixo para sistemas de coleta especial dos Departamentos de Limpeza Municipais, quando estes existem, lançam diretamente em lixões ou simplesmente "incineram" a totalidade dos resíduos.
Importante também destacar, os muitos casos de acidentes com funcionários envolvendo perfurações com agulhas, lãminas de bisturí e outros materiais denominados perfuro-cortantes.
O desconhecimento faz com que este fantasma, chamado "LIXO HOSPITALAR", cresça e amedronte os colaboradores e clientes das instituições de saúde.

LIXO HOSPITALAR - AS SOLUÇÕES
Os constantes problemas, o desconhecimento, o medo, mas principalmente o desejo de que o assunto fosse tratado de uma forma técnica, profissional, levou-nos a desenvolver um projeto que resolvesse definitivamente o problema "LIXO HOSPITALAR".
Objetivos do projeto:
- Elevar a qualidade da atenção dispensada ao assunto "resíduos sólidos dos serviços de saúde";
- Permitir o conhecimento das fontes geradoras dos resíduos. A atividade Hospitalar gera uma grande variedade de tipos de resíduos distribuídos em dezenas de setores com atividades diversas;
- Estimular a decisão por métodos de coleta, embalagem, transporte e destino adequados;
- Reduzir ou se possível eliminar os riscos a saúde dos funcionários, clientes e comunidade;
- Eliminar o manuseio para fins de seleção dos resíduos, fora da fonte geradora;
- Permitir o reprocessamento de resíduos cujas matérias primas possam ser reutilizadas sem riscos à saúde de pacientes e funcionários;
- Reduzir o volume de resíduos para incineração e coleta especial;
- Colaborar para reduzir a poluição ambiental, gerando , incinerando e encaminhando aos órgão públicos a menor quantidade possível de resíduos.
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS HOSPITALARES
Etapas para Elaboração do Projeto
Reconhecer as fontes geradoras dos resíduos hospitalares;
Identificar e classificar todos os tipos de resíduos por fonte geradora ou setores e serviços envolvidos;
Rotinizar condutas para seleção, coleta e transporte dos resíduos hospitalares, classificando-os conforme as normas técnicas que foram estabelecidas e legislação vigente contemplando: periculosidade, volume e reciclagem;
Definir atribuições aos diversos serviços e setores envolvidos, com a operacionalização do programa em cada uma das suas diferentes etapas;

IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES
1. RESÍDUOS INFECCIOSOS - Material proveniente de isolamentos, sangue humano e derivados, material patológico, materiais perfurantes e cortantes, resíduos de diagnóstico e tratamento (gaze, drenos, sondas, absorventes e qualquer material sujo com resíduos e fluidos corpóreos) e peças anatômicas provenientes de amputações e biopsias. Passou a ser denominado de grupo 1.
2- RESÍDUOS ESPECIAIS - Material radioativo, farmacêutico e químicos. Passou a ser denominado de grupo 2.
3- RESÍDUOS GERAIS OU COMUNS - Materiais provenientes das áreas administrativas, resíduos alimentares da produção de alimentos, áreas externas e jardins, sucatas e embalagens reaproveitáveis. Passou a ser denominado de grupo 3.


ACONDICIONAMENTO E DESTINO DOS RESÍDUOS HOSPITALARES


GRUPO 1 - material perfuro cortante em caixas de papelão reaproveitadas e adaptadas para esta finalidade, demais resíduos em sacos plásticos brancos identificados com a simbologia de material infectante - destino: incineração ou aterro sanitário através de sistema de coleta especial;
GRUPO 2 - material radioativo conforme legislação própria do CNEN; material farmacêutico é devolvido aos fabricantes conforme acordo na compra do próprio material;
GRUPO 3 - vidros, plásticos, papel, papelão, metais e outros materiais recicláveis recebem embalagens próprias conforme o tipo de material - destino: reciclagem interna ou venda como sucatas diversas.
Toda a elaboração do projeto teve como premissa básica de que "a separação e embalagem deve ser feita no local de orígem e não deve ser admitida a separação posterior".
Na implantação do projeto, em um hospital de 200 leitos, verificou-se que apenas 5 % em peso do lixo hospitalar, classificava-se como sendo do grupo 1, ou seja, resíduos que realmente necessitavam de cuidados e atenção especial, os demais 95 % eram idênticos aos gerados nos ambientes domésticos.


Lixo


Muito se tem discutido sobre as melhores formas de tratar e eliminar o lixo -- industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear etc. -- gerado pelo estilo de vida da sociedade contemporânea. Todos concordam, no entanto, que o lixo é o espelho fiel da sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica e consumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social.


A concentração demográfica nas grandes cidades e o grande aumento do consumo de bens geram uma enorme quantidade de resíduos de todo tipo, procedentes tanto das residências como das atividades públicas e dos processos industriais. Todos esses materiais recebem a denominação de lixo, e sua eliminação e possível reaproveitamento são um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas.


De acordo com sua origem, há quatro tipos de lixo: residencial, comercial, público e de fontes especiais. Entre os últimos se incluem, por exemplo, o lixo industrial, o hospitalar e o radioativo, que exigem cuidados especiais em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Juntos, os tipos doméstico e comercial constituem o chamado lixo domiciliar que, com o lixo público -- resíduos da limpeza de ruas e praças, entulho de obras etc. -- representam a maior parte dos resíduos sólidos produzidos nas cidades.


Destinação do lixo urbano e hospitalar


A adequada condução do serviço de limpeza urbana é importante não só do ponto de vista sanitário, mas também econômico-financeiro, social, estético e de bem-estar. Apesar disso, um estudo conveniado da Organização Pan-Americana de Saúde, de 1990, que estimou em mais de oitenta mil toneladas a quantidade de resíduos sólidos gerados diariamente nas cidades brasileiras, constatou que apenas a metade era coletada. A outra metade acabava nas ruas, terrenos baldios, encostas de morros e cursos d'água. Da parte coletada, 34% iam para os lixões (depósitos a céu aberto) e 63% eram despejados pelos próprios serviços de coleta em beiras de rios, áreas alagadas ou manguezais, prática cada vez mais questionada por suas implicações ecológicas. Somente três por cento da parte coletada recebiam destinação adequada ou pelo menos controlada.


O lixo coletado pode ser processado, isto é, passar por algum tipo de beneficiamento a fim de reduzir custos de transporte e inconvenientes sanitários e ambientais. As opções de tratamento do lixo urbano, que podem ocorrer de forma associada, são: compactação, que reduz o volume inicial dos resíduos em até um terço, trituração e incineração. Boa opção do ponto de vista sanitário, a incineração, porém, é condenada por acarretar poluição atmosférica.


A disposição final do lixo pode ser feita em aterros sanitários e controlados ou visar à compostagem (aproveitamento do material orgânico para a fabricação de adubo) e a reciclagem. Esses dois últimos processos associados constituem a mais importante forma de recuperação energética. A reciclagem exige uma seleção prévia do material, a fim de aproveitar os resíduos dos quais ainda se pode obter algum benefício, como é o caso do vidro, do papel e de alguns metais.


A solução defendida por muitos especialistas, porém, envolve a redução do volume de lixo produzido. Isso exigiria tanto uma mudança nos padrões de produção e consumo, quanto a implantação de programas de coleta seletiva de lixo. Nesse caso, os diversos materiais recicláveis devem ser separados antes da coleta, com a colaboração da comunidade.


Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que mais reciclam. O Japão reutiliza 50% de seu lixo sólido e promove, entre outros tipos de reciclagem, o reaproveitamento da água do chuveiro no vaso sanitário. Os Estados Unidos (EUA) recuperam 11% do lixo que produzem e a Europa Ocidental, 30%. A taxa de produção de lixo per capita dos norte-americanos, de 1,5 quilo por dia, é a mais alta do mundo. Equivale ao dobro da de outros países desenvolvidos. Nova York é a cidade que mais produz lixo, uma média diária de 13 mil toneladas. São Paulo produz 12 mil toneladas. Entre os líderes mundiais da reciclagem de latas de alumínio destacam-se Japão (70%), EUA (64%) e Brasil (61%), conforme dados de 1996 da Associação Brasileira de Alumínio.


POLUIÇÃO DO SOLO - As principais causas da poluição do solo são o acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal, e de produtos químicos, como fertilizantes, pesticidas e herbicidas. O material sólido do lixo demora muito tempo para desaparecer no ambiente. O vidro, por exemplo, leva cerca de 5 mil anos para se decompor, enquanto certos tipos de plástico nunca se desintegram, pois são impermeáveis ao processo de biodegradação promovido pelos microorganismos.


As soluções usadas para reduzir o acúmulo de lixo, como a incineração e a deposição em aterros, também têm efeito poluidor, pois emitem fumaça tóxica, no primeiro caso, ou produzem fluidos tóxicos que se infiltram no solo e contaminam os lençóis de água. A melhor forma de amenizar o problema, na opinião de especialistas, é reduzir a quantidade de lixo produzida, por meio da reciclagem e do uso de materiais biodegradáveis ou não descartáveis.


MÉTODOS DE ELIMINAÇÃO

O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar os resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Cada camada é prensada por máquinas, até alcançar uma altura de 3 metros. Em seguida, é coberta por uma camada de terra e volta a ser comprimida. É fundamental escolher o terreno adequado, para que não haja contaminação nem na superfície, nem nos lençóis subterrâneos. Além disso, o vazadouro deve ter boa ventilação.


Os incineradores convencionais são fornos, nos quais se queimam os resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis e resíduos sólidos que não se queimam. É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.


A fabricação de fertilizantes ou adubos, a partir de resíduos sólidos, consiste na degradação da matéria orgânica por microorganismos aeróbicos. O húmus resultante contém de 1% a 3% de nitrogênio, fósforo e potássio.


GERAÇÃO DE RECURSOS ENERGÉTICOS


É possível gerar energia a partir de alguns processos de eliminação de resíduos. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio. Isto gera uma corrente de gás composta por hidrogênio, metano, monóxido de carbono (os três são combustíveis), dióxido de carbono, cinza inerte e outros gases.


RECICLAGEM


É muito antiga a prática de reciclagem de resíduos sólidos. Os utensílios metálicos são fundidos e remodelados desde os tempos pré-históricos. Os materiais recicláveis são recuperados de muitas maneiras, como o desfibramento, separação magnética de metais, separação de materiais leves e pesados, peneiração e lavagem.


Mais sobre Poluição do solo


A poluição pode afetar também o solo e dificultar seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal foco de poluição do solo são os resíduos industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria orgânica em decomposição e constitui uma permanente ameaça de surtos epidêmicos. O esgoto tem sido usado em alguns países para mineralizar a matéria orgânica e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o inconveniente de veicular microrganismos patogênicos. Excrementos humanos podem provocar a contaminação de poços e mananciais de superfície. Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar.


Fator principal de poluição do solo é o desmatamento, causa de desequilíbrios hidrogeológicos, pois em conseqüência de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais. Calcula-se que no Brasil sejam abatidos anualmente trinta mil quilômetros quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas para cultivo.
Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos em suspensão na atmosfera que são arrastados para a terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta regiões com elevado índice de industrialização e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas e os campos em geral.




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