O infarto do miocardio é
a morte de uma região do músculo cardíaco
devido à interrupção abrupta
por um coágulo, do suprimento de sangue através
da artéria que irriga aquela determinada
região.
O infarto manifesta-se clinicamente através
de dor e instabilidade do sistema de transmissão
e geração de impulsos elétricos
que fazem o coração bater, podendo
levar à "fibrilação ventricular",
um ritmo caótico (não confundir com
fibrilação atrial) equivalente a uma
parada cardíaca, que necessita ser revertido
urgentemente ao ritmo normal sob pena de provocar-se
dano irreparável ao cérebro por falta
de oxigenação adequada ou mesmo a
morte do paciente.
Aproximadamente 40-50% das pessoas que sofrem um
infarto não sobrevivem a tempo de ser atendidas.
Já, dentre os pacientes que conseguem chegar
a um hospital, pelo menos 90% sobrevivem e têm
alta hospitalar. Os outros cinco a dez por cento
são aqueles portadores de grandes áreas
do coração atingidas pelo infarto,
e cuja função impulsionadora do sangue
está irremediavelmente comprometida.
Em virtude desta elevada mortalidade precoce, um
dos grandes desafios da cardiologia consiste em
treinar o maior número possível de
leigos na instituição de medidas básicas
de ressuscitação como por exemplo
massagem cardíaca e ventilação
boca a boca, na tentativa de reverter uma possível
fibrilação ventricular ou manter o
paciente vivo até a chegada de socorro médico,
aparelhado com medicação apropriada
e desfibriladores que aplicam um choque elétrico
e revertem a fibrilação ventricular.